2010 ! Estamos chegando ao final!

os mais populares

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O que está errado na Educação?

Buscamos o tempo inteiro resgatar nossos alunos para transformá-los num cidadão melhor, procuramos modificar nossas estratégias para que consigamos prender a atenção do nosso aluno, mas que dificuldades!
Afinal o que fazer? Os jovens não querem mais assumir compromissos, estudar, acham que não vale a pena. Hoje fui substituir uma professora na disciplina de Língua Portuguesa e para poder dar o mínimo de aula foi o maior estresse. Vai contra os meus princípios ver alguns alunos trabalhando, e outros simplesmente com fones no ouvido, cantando, brincando, mexendo com quem está quietom quando a gente fala ainda questionam, dizem que não estão fazendo nada, dizem palavrões. O que fazer com esse tipo de aluno? Se alguém sabe me diga. Pois alunos que assinam atas o tempo todo, os pais são chamados constantemente, alunos que mudam de escola por terem agredido o diretor... Eles tem lazer na escola, tem todas as vantagens que a escola oferece, são tratados com respeito, carinho, afinal o que desejam? Será que temos que aguentar realmente caladas? Sim porque ainda somos ameaçadas, com gestos, carros com peneus furados, arranhados. Esse aluno simplesmente é aprovado, sem ter feito nada, causando problem as o ano inteiro. E quanto aos que se empenharam, o que eles pensam? Por que se dedicar tanto, se preocupar tanto se o seu colega que não fez nada, vai ser aprovado, porque tem que ter a chance, coitadinho, ele tem problemas na família... Gente não aguento mais ouvir isso. A escola não pode virar um local de resolução dos problemas que existem na família, podemos levar em consideração sim, mas não podemos fazer da escola apenas um local de assistência social. Não temos mais tempo nem motivação para lhes mostrar ou transmitir aprendizagem, mas aquela aprendizagem real da qual ele precisará quando se deparar com um concurso, ou um vestibular ou até mesmo uma proposta de trabalho. Hoje me senti impotente diante dessa situação. Tive vontade de chorar, de sair correndo. Porque embora eu saiba que existerm alguns profissionais que mereçam esse tipo de desafio, penso que não há mais dignidade, respeito, nem nas escolas, nem nas famílias. Segundo Piaget, o respeito vem acompanhado de dois sentimentos, ou seja, só existe se existir "amor e temor". e pelo que se percebe as famílias estão desestruturadas, sem amor, se não existe amor não existe temor, seja por não desejar magoar quem se ama, ou seja por medo realmente por errar, por ser cobrado. Se não existe temos não existe o respeito. Nãso existe mais respeito pelos pais com os filhos e vice-versa. As pessoas estão tão preocupadas com o mundo mercadológico, que esquecem do real objetivo da vida. E assim nas escolas acontecem os desrespeitos entr professores e alunos. Sim porque também existem professores que por não gostarem de sua profissão acabam por não respeitarem seus alunos. Mas o que fazer com quem ama e respeita que se vê em meio a estas situações tão deprimentes? Que democracia é esta que tanto falamos e desejamos? É essa a mudança que desejamos nas escolas? É essa liberdade de expressão que a gestão democrática nas escolas deseja? Como resgatarmos, ou formarmos uma verdadeira escola? Por que a escola nunca conseguiu atingir os objetivos propostos?

domingo, 16 de novembro de 2008

REPRESSÃO NA INFÂNCIA

Mais um fato doloroso aconteceu, e com certeza deve acontecer muito sem que saibamos ou vivamos essa realidade. Mas infelizmente uma dessas realidades está perto de nós professores quando sabemos de alunos reprimidos pela sociedade, pelos pais. Alunos que têm uma infância cheia de problemas, e que por ignorância do ser humano que na maioria das vezes pensa estar agindo de forma corretamente, acaba por empurrar o outro para um caminho sem volta. E é com muita tristeza que ficamos sabendo de ocorridos fatais, com a perda de dois ex-alunos envolvidos com drogas, assaltos que acabaram por levá-los à morte. E com as leituras que venho realizando por conta do trabalho sobre "Repressão", mais percebo o quanto esse problema é sério e tão despercebido, desconhecido das pessoas. Há pessoas que revertem a situação, mas acredito que a "Repressão" de aluma forma deixa marcas muito agravantes no indivíduo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Biblioteca da minha escola tem "BLOG"!

Oi pessoal quero compartilhar com todos a alegria que senti ao ver realizado um blog da biblioteca da minha escola. Me senti en gajada neste mundo virtual, muito mais próximo agora. Pois às vezes tenho a impressão de estar longe da realidade das escolas. Mas com esse blog que foi criado pela bibliotecária, nos aproximou mais da tecnologia que tanto aprendemos aqui no PEAD. Me sinto orgulhosa por fazer parte desta criação. Acessem e confiram.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Página de apresentação do nosso projeto

TÍTULO DO PROJETO
POLÍTICAS EDUCACIONAIS
TEMA: Inclusão

PERGUNTA NORTEADORA

" Como a Inclusão está se dando no contexto escolar?"


OBJETIVO GERAL

O presente projeto visa buscar maiores informações, mais esclarecedoras a respeito do referido tema, de acordo com os anseios por parte dos envolvidos no processo educativo de entender e modificar a realidade, oportunizando a busca constante do melhor atendimento do educador à criança com necessidades especiais.

OBJETIVO ESPECÍFICO

- Conhecer todas as leis que regem a inclusão nas escolas regulares;
- Buscar novos conhecimentos sobre o tema através de pesquisas;
- Promover debates entre os componentes do grupo;
- Transmitir a todos os interessados pelo tema, os conhecimentos adquiridos sobre o tema inclusão através deste Projeto de Aprendizagem.


JUSTIFICATIVA

A Inclusão escolar é um processo novo, distorcido ainda e um movimento polêmico entre as instituições escolares regulares. Porém, conforme a consituição seja de qual for a ordem do problema que a criança venha ter, grave ou não, ela tem o direito de estar inserida dentro de uma instituição escolar regular recebendo essa educação que é para todos.
Para tanto se faz necessário a realização deste Projeto, de Aprendizagem que facilitará a pesquisa, a busca do conhecimento para elucidar o verdadeiro sentido da inclusão. Tornando-se compreensível a todos os envolvidos no meio educacional, como um direito de todos que precisa ser respeitado. Bem como, através do referido mostrar que existe a viabilidade de um processo inclusivo e que provavelmente modificará as escolas e seu paradigma educacional.
A educação democrática para todos se dá nas instituições que de alguma forma acolhe e se especializa com todos os tipos de alunos, sem exclusão de qualquer ordem.
A escolha do referido tema dentro de Projeto de Aprendizagem veio com a necessidade que nós componentes do grupo, assim como colegas da rede, sentem em desmistificar conceitos sobre a luta pela inclusão na escola para as pessoas com deficiências. Sem dúvida claro, buscado a adaptação física e psicológica a também adaptação de toda a comunidade escolar para atendimento destes necessitados.

METAS

COMPREENDER E TRANSMITIR ATRAVÉS DO PROJETO DE APRENDIZAGEM COM O REFERIDO TEMA QUE:
- É possível proporcionar a todos que sejam envolvidos na educação e desejem compartilhar com nosso aprendizado sobre o tema, informações esclarecedoras e envolventes dentro do nosso Projeto.
- Não se muda a escola num passe de mágica;
- Que é possível uma escola igualitária para todos;
- Se hoje ainda há fragilidade e falta de compreensão para uma situação tão inovadora, as poucas mas já existentes inclusões poderão, numa luta constante e seriedade dos órgãos governamentais, antever o crescimento desse novo paradigma político educacional.
- As perspectivas da inclusão escolar, nas instituições regulares podem demonstrar a vitoria que cada criança, familiar ou comunidade social sobre a educação que é para todos.



METODOLOGIA

- O nosso Projeto tem se formado através de reuniões das componentes do grupo, que visa ampliar seus conhecimentos do tema Inclusão, com troca de idéias, de conhecimentos que cada uma vem buscando ao longo da realização e construção.
- Buscar conhecimentos através de pesquisas na Internet, textos com bibliografias de autores variados;
- Pesquisas com colegas da rede que já trabalham com inclusão;
- Depoimentos de pais;
- Vídeos;
- Reportagens;
Outros instrumentos que forem surgindo ao longo do Projeto.

Alunos X PEAD


Segundo o dicionário diz-se que o indivíduo atingiu a vida adulta atingindo a maturidade integrando-se ao meio social com o controle social, intelectual e emocional e para a lei o adulto atinge a idade ao completar dezoito anos.
Para Piaget o desenvolvimento ocorre de forma que um estágio está integrado ao posterior, ou seja, o estágio em que ele se encontra, conforme as condições do referido estágio poderá ser responsável pelo desenvolvimento psicológico do estágio seguinte.
Já para Becker, o sujeito depende do meio em que vive para seu desenvolvimento psicológico, porém com sua própria individualidade. E isso me reporta ao início dos meus estudos na UFRGS, na qual tem influenciado na minha vida sim, principalmente no que diz respeito ao meu modo de rever certas situações dentro da minha sala de aula ou na minha vida pessoal. Eu dependo sim do meio em que vivo para algumas decisões em que devo tomar relacionado ao outrem ou a mim mesma. E como diz Becker, sem perder minha individualidade.
Entendi que a idade adulta de um indivíduo se dá quando sua relação social, o seu modo de agir, sua maneira de pensar, reflete a maneira como esse lida com as situações pelas quais possam aparecer em determinadas fases da vida. E não apenas por alcançar a idade cronológica determinada por lei. E percebo em que alguns momentos todos têm os momentos em que não parecemos ser adultos. Talvez porque queiramos fugir um pouco das responsabilidades, nas quais outros dependem de nós adultos.
Na idade adulta poderíamos dizer que atingimos o estágio operatório formal, na qual adquirimos a capacidade de formular hipóteses, e desligar-nos normalmente da atividade concreta para a atividade mental, sem problemas. Porém sabe-se que não apenas por se completar os dezoito anos, adquire essas características. Com o PEAD, percebi que saí um pouco daquela formalidade que obtemos ao concluir os estudos, tão imaturas, que nem percebemos o que é certo ou errado. Apenas vamos colocando o que nos foi imposto, mas sem questionamentos. Hoje já me questiono mais e deixo meus alunos questionarem também. Coisa que há algum tempo era um pouco resistente a essa técnica.
O adulto tal qual a criança e o adolescente se tornam realmente adulto interagindo, experimentando, conhecendo, descobrindo situações que o leve a crescer interiormente, psicologicamente, transformando suas hipóteses em concretas realidades, bem como o inverso.
Eu concordo com Maturana, quando se refere que “qualquer relação social depende de assumirmos a capacidade dos outros”, porque tenho sempre em mente que só posso ser melhor professora se me colocar no lugar dos meus alunos e avaliar o que eles gostariam, ou como se sentiriam em certas situações criadas.
O que mais me marca desde o início do PEAD é justamente esse fato, de me colocar no seu lugar. Estou sempre colocando para eles nossos exemplos como aluna. E eles sentem muito prazer em ouvir-me falar, pois para as crianças é como se o professor nascesse já deste tamanho que eles vêem, sabendo tudo. E os meus alunos têm prazer em ouvir as minhas histórias do PEAD. Todo professor deveria estar sempre se reciclando para estar no mesmo plano psicológico do seu aluno.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Recebemos uma homenagem muito maravilhosa na escola, proporcionada pela equipe diretiva pelo Dia dos Professores. Esses momentos nos fazem com que nós nos sintamos valorizadas e felizes por uma escolha tão sublime. Parabéns a todos os professores do PEAD e de outas instituições.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

PRECONCEITO É CRIME





Preconceito é crime, seja de qual for a ordem. Mas algumas pessoas parecem não saberem disto. E pior do que não saber das leis é a falta de humanidade, de respeito, de carinho com o próximo. Pior do que não conhecer as leis é a falta de humildade em reconhecer que o ser humano tem todos e os mesmos direitos. A diferença é que alguns indivíduos com necessidades especiais podem apresentar algumas limitações em algumas atividades. Estamos realizando um Projeto de Aprendizagem, no qual o tema escolhido pelo grupo que participo trata da "Inclusão". E temos nos deparados com muitas situações que nos surpreendem. E hoje não foi diferente a minha surpresa ao chegar em casa e deitar por alguns minutos no sofá quando liguei a tv e deparei-me com uma denúncia de uma apresentadora de programa, de uma situação absurda que a mesma havia presenciado no último domingo, Dia das Crianças. Ela relatou o seguinte caso:"... havia um brinquedo desses que as crianças entram, escorregam e caem dentro de um monte de bolinhas, ficam ali brincando, podendo uma bater sem querer na outra, ou até mesmo atirar uma bolinha na outra, mas todas coisas de crianças e controladas pelos adultos que ali ficam esperando, quando de repente uma das crianças que descera e afundara na piscina de bolinhas sem querer bateu uma das bolinhas em outra criança. Pasmem, a criança que descera no brinquedo tinha Síndrome de Dow, e a mãe da criança, dita normal, ficou indignada e solicitou à mãe da criança com a síndrome que tirasse seu filho dali e a levasse para brincar em outro lugar, não com pessoas normais... A mãe muito calma e educada deu-lhe alguma resposta, e ficou meio envergonhada coma situação, pois a garçonete do local teria retirado a criança e dito para a mãe que a levasse para brincar na rua..." Bem a situação é esta, claro que a apresentadora tomou as medidas que achou cabíveis de acordo com aquela situação, denunciando até mesmo no DECA. E disse que esse caso continuará. É inaceitável esse tipo de pessoas que ainda pensam que os seres podem ser discriminados por suas escolhas, ou necessidades especiais. E pelo Projeto de Aprendizagem, começo a observar com um outro olhar, algumas situações que passaram talvez desapercebidas , por mim, no comportamento das pessoas.